viernes, 30 de abril de 2010

Rebentar das águas





Momento de la lectura de un poema de António Murteira, a la izquierda de la foto. En medio Toni Cerrato, coordinadora de los encuentros poéticos de los jueves en el café Victoria de Badajoz.


Me encantó leer un poema de Antonio Murteira. Su poemario se presentaba esa noche en Badajoz de la mano de Moisés Cayetano. Entre poema y poema un cantautor de Évora nos deleitó con su música mitad entre el fado y la protesta urbana. Precioso todo.

Trasncribo el poema que recité:


Origens

viemos da água desse espaço oceânico primitivo tridimensional cuja
energia imensidão e mistério se projecta em todas as direcçoes

espaços oceânicos movimento compacto sólido e harmonioso que
unifica e transforma o ventre materno o rebentar das águas o
nascimento o choro que anuncia a vida a alegria mais alegre e pura


o respirar do mundo natural o som do mundo natural esse silêncio
produzido pelas estrelas planetas luas e meteoritos pela imensas
massas de água pela rebentação pelo vento pela fauna pelo piar das aves
solitárias e nómadas pelas naus quinhentistas pelas aeronaves a
caminho dos planetas pelos pequenos barcos de pesca artesanal pelas
comunidades humanas pelo caminhar dos humanos


esses sinais dos confins do universo de há catorze mil milhoões de
anos quando tudo começou esses sinais do amanhã

puseram luz nos meus olhos asas e fantasia na minha imaginação
coragem no meu pensamento alegría no meu coração.



Del capit. IV tempos de quase poesia

Rebentar das águas
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Tiene Lisboa sonidos de agosto